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Tortura e Consciência

05/03/2013

Quando um psicanalista como Calligaris lida com pacientes, ele não se diverte. Mas quando ele lida conosco, supostamente sadios, ele Peter SingerPeter Singertem o direito de se divertir. Ele jogou a isca esperando pegar intelectuais. Não deu outra: Marcelo Coelho, Safatle e, agora, Helio Schwartsman vieram com o beiço caído pelo anzol para o balde de Calligaris. Os dois primeiros procuraram invalidar o exemplo-limite de Calligaris, qualificando-o como artificial. Marcelo Coelho usou uma saída válida: se a proposta é cinematográfica, então eu mudo de canal. Safatle tropeçou no marxismo que, enfim, impede muito filósofo de filosofar: desqualificou toda a filosofia moral que trabalha com o que ele chamou de postura “infantil”, o uso da situação-limite (talvez por isso não tenha citado Calligaris!). Por sua vez, Schwartsman tentou fazer diferente e enfrentar o problema, reconhecendo (como eu já havia feito também) que situações extremadas como a evocada por Calligaris não são ilegítimas, elas são posições filosóficas que talvez possam nos ajudar a resolver dramas da vida real (Debate sobre a tortura revela qão pouco sabemos sobre nós mesmos, Folha de S. Paulo, 03/03/2013).

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Republicanização da República

01/12/2012

lula_FHC_ok

Quando Deodoro da Fonseca assumiu a presidência, logo demonstrou tristeza por aquilo que o cargo permitia e não permitia. A República, o regime que ele acabara de ajudar a instaurar, não era aquilo que ele imaginava que seria. Qual era o sonho de Deodoro? Nunca saberemos, mas não devia ter um conteúdo que não fosse a imagem do Império, um pouco piorada, porque completamente sem charme.  Sua chateação começou logo nos primeiros dias, quando foi avisado pelos colegas republicanos que não podia mais distribuir títulos de nobreza para familiares e amigos, como fazia D. Pedro II. Que triste! A República havia abolido os títulos da Corte. Foi algo mais ou menos assim, o que Deodoro confessou aos colegas de governo: “puxa, mas isso era o mais interessante na chefia da nação, poder agraciar os amigos com alguma honra e recebe-los nos bailes da Corte”.

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Corrupção

11/11/2012
Pitoko & Cia 3

Gênios do Enem 2

05/11/2012

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Gênio do Enem 1

05/11/2012

Gênio do Enem 1

CÉREBROS IRRECUPERÁVEIS?

17/06/2011
Porco ou Burro?

“Não acredito em bruxas, mas que elas existem, existem”. Durante muito tempo essa frase valeu tanto no seu sentido jocoso ou meramente expressivo quanto, às vezes (ainda que raramente), em um sentido literal. No Brasil de hoje, dado o fracasso do ensino médio associado ao avanço das religiões sem tradição histórica, isso se perdeu. A juventude de hoje não vê nada engraçado na frase. Não são poucos universitários que não sabem dizer o que indica a palavra “milagre” ou o que realmente diz a palavra “mágica”.

Não é difícil encontrar hoje um jovem que faz o curso de filosofia (até mesmo em uma boa universidade!) e que não sabe as três leis de Newton. Alguns também não sabem dizer quantos satélites Marte possui. Outros não sabem mostrar que figura poderia aparecer num gráfico cartesiano a partir da função f(x) = x-1. A cultura científica básica, que deveria ser adquirida no ensino médio, não lhes é comum. E o pior: eles não podem entender filosofia por uma razão simples; pela falta de cultura do ensino médio, não são poucos os que não sabem o que é uma relação causal e uma relação racional. Explicar Hume para eles? Nem pensar! Quine e Davidson? Só um professor maluco tentaria (ai de mim!).

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A ditadura do amor

18/01/2011
maria-mae

As ditaduras são vistas como regimes de ódio. Mas a pior ditadura é a ditadura do amor. Entre as ditaduras do amor, a mais perversa é a que abocanha a mulher, condenada a amar sua prole.

Uma mulher que cai na prisão por qualquer crime só é unanimemente molestada pelas outras caso sua falta seja a de abandonar um filho. Jogadas ao azar da vida, as mulheres na prisão, barbarizadas, enxergam que devem fazer justiça com as próprias mãos se uma outra mulher não cumprir sua “função de mãe”. A sociedade fora das grades faz a mesma coisa. A mãe que mostra qualquer gesto visto como o do não-amor ao filho só tem equivalente em monstruosidade ao homem que é acusado de pedofilia. Essa moral das cavernas é reproduzida no lar, na manicure, no trabalho e na universidade. A mulher pode não mais saber cozinhar e pode falar com gosto que “cuidar do marido” é coisa do passado. Mas, ser mãe e amar os filhos, ou ela faz isso e, mais importante, diz que faz, ou será posta para escanteio. A mulher não perdoa a mulher por não viver a ditadura do amor à prole.

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