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EAD? Sim, claro, mas para os filhos dos outros

24/06/2009


Not our, bu it is a childEAD é uma excelente coisa. Alguns, como eu, falam de tal prática com conhecimento de causa, outros, que nunca a usaram para valer, grasnam aqui e ali.

Quando você começar a defender o ensino a distância para graduações plenas, no Brasil atual, pare e se pergunte sinceramente: eu daria isso ao meu filho ou gostaria que ele fizesse um curso regular, presencial?

Os que têm alguma vida intelectual, que são professores universitários ou ocupam cargos que demandaram formação intelectual mais sofisticada, caso sejam honestos consigo mesmos, jamais darão a resposta, em público, optando pelo ensino não presencial. Os educados entre os anos 40 e 60 fizeram escola pública. Alguns mais ricos fizeram os colégios particulares de alta elite (e não os que se passam por tal, mas são de classe média – os apostilados). No meu caso, toda a minha trajetória principal é em escola pública. O ministro da Educação atual, Fernando Haddad, mais novo que eu, usou a escola particular, nunca pisou na escola pública, ao menos não antes de ser ministro. Ele sempre foi rico. Eu não deixaria meus filhos não prestar vestibular para a universidade estatal. Caso fossem para a uma particular, por alguma razão, empurraria para uma PUC ou Mackenzie.

Nossas elites fazem o ensino a distância, atualmente, ser exatamente aquilo que foi o ensino profissional. Há a “escola para os nossos filhos” e a “nossa escola para os filhos dos outros” – esta é a verdadeira política educacional de nossas elites. Adorávamos falar bem do ensino profissionalizante, técnico, mas, para os nossos filhos, queríamos o ensino propedêutico – o caminho para a universidade. Mutatis mutandis, aplicamos hoje a mesma coisa ao ensino a distância, pois falamos bem do ensino a distância quando estamos em público, mas não a quatro paredes, não para os nossos filhos. Não queremos que o Gilberto Dimenstein, o garoto propaganda do PSDB (e talvez até do PT, agora que o PT mensaleiro se igualou ao PSDB “social democrata”), tenha xiliques conosco. Todavia, uma vez em casa, aconselhamos um filho nosso a fazer a universidade presencial, de preferência estatal.

Quando pressionados, dizemos assim, hipocritamente: “ah, mas o ensino a distância também é bom, e conhecemos lugares onde o presencial é ruim, e o ensino a distância é para democratizar a universidade – nem todos podem ir para onde existe universidade”. Na condição de pessoas da elite, deveríamos dizer outra coisa, caso fôssemos honestos mesmo: “vamos melhorar o ensino básico, vamos ampliar as vagas das universidades estatais, vamos pagar bons salários para todo professor no ensino estatal em todos os níveis etc”. Já fizemos algo assim no passado. Podemos fazer de novo. Não temos que voltar ao que foi moda nos Estados Unidos nos anos 70, a “pedagogia compensatória”. Não foi ela que melhorou o nível intelectual do americano. Aliás, os que propunham isso nos Estados Unidos, diziam propor para eles mesmos, mas, na verdade, queriam só que os latinos usassem aquilo, dentro do país, e também vendiam aquilo como solução para a educação no Terceiro Mundo.

Deveríamos usar o EAD como apoio, um grande apoio por sinal. Deveríamos usar o EAD como canal para alguns tipos de ensino técnico. Deveríamos usar o EAD para programas de treinamento. Mas não podemos usar o EAD para a graduação, para a formação básica do profissional, especialmente em relação aos saberes que demandam vivência universitária. O último curso que eu colocaria em EAD é o curso de pedagogia ou qualquer outra licenciatura. Não falo isso como algo que tenha valor em lugar e em todos os tempos. Falo isso para o Brasil atual. Temos condições de fazer coisa melhor do que tentar preservar uma parte da universidade estatal para nossos filhos, e oferece-la em moldes de EAD para os filhos dos outros. Seria mais digno e muito possível oferecermos aos outros o que damos de melhor aos nossos. E isso, nós sabemos bem, é possivel. Caso quiséssemos, faríamos um programa de diminuição da distância social e econômica entre nós, e ampliaríamos para valer a boa universidade e também a chance de um bom número de pessoas gastarem 4 anos para ter vivência universitária – isso é fundamental.

O que desejamos para nossos filhos é o que deveríamos desejar para os filhos dos outros. O resto é demagogia, hipocrisia e conversa fiada, e isso quando não é coisa pior, bem pior. EAD é boa coisa, mas não deveria servir como está servindo, para não fazermos, antes, o que deveria ser feito em termos de uma política educacional de gente séria.

Paulo Ghiraldelli Jr., filósofo – http://ghiraldelli.ning.com

35 Comentários leave one →
  1. 25/06/2009 9:30

    Aninha, é isso aí! Faça volume, pois se não fizer, a coisa caminha errada.
    Paulo

    • 26/06/2009 1:50

      Diogo, obrigado por ler minhas coisas, mas veja, licenciatura a distância ou qualquer curso a distância não dá. E meu artigo deixar claro isso. Achar que dá não é desconhecer o EAD somente, é desconhecer a estrutura universitária que temos. Ah, cuidado aí com “a distância”, não tem crase.
      Paulo

  2. 27/06/2009 12:03

    Paulo, eu penso assim:

    “eu daria isso ao meu filho?” Precisamos pensar quem é este “eu”. Conheci escolas por esses Brasis que aluno que saí do fundamental dá aula para até a quarta série. Lugar aonde nenhum filho da Puc se atreveria dar aula e que a faculdade mais próxima fica a muitas horas dali. O “eu”, pai destas crianças, sem dinheiro, sem faculdade próxima, ficaria feliz com o EAD. Gostaria muito de ser resgatado por uma linda embarcação da marinha, mas enquanto isso não acontece me contento em me apoiar em um pedaço de pau. Não é bonito, mas é a realidade de nossos Brasis.

    Quanto ao EAD, tenho três críticas; em primeiro a modularização dos cursos, me faz lembrar do filme “O homem que copiava” onde o protagonista lia vários pedaços de informações, mas não conseguia junta-los. Em segundo, a fragilidade do sistema. Fazendo a parte presencial, o resto pode ser burlado facilmente. E por ultimo, a não indicação no diploma que o curso foi feito a distancia, o que sim, vem a camuflar a realidade do ensino superior.

    Abraços.

    Marco

    • 28/06/2009 10:35

      Marco, você caiu no lugar comum que meu texto quer evitar, o de achar que para o coitado que não pode fazer faculdade pública (não pode?), devemos dar o lixo, pois o EAD como substituição do ensino regular, ainda mais na universidade pública, é lixo. Acorde Marcos, leia meu texto com mais cuidado.
      Paulo

  3. 28/06/2009 10:35

    Eu já fiz algo assim, dê uma procuradinha Diogo!

  4. 28/06/2009 10:36

    Ah ,existe a universidade pública, gratuita, em quase todo lugar meu amigo!
    Paulo

    • 30/06/2009 14:26

      Bom, mas aí já é demais, não dá para andar algumas quadras? O homem não é planta!
      Paulo

      • diogocoor25 permalink
        01/07/2009 19:20

        Não estamos falando de quadras meu caro, estamos falando de centenas de quilômetros!!!

        O coisa é difícil, viu!?

        Diogo

      • 02/07/2009 1:18

        Você é preguiçoso cara. Essa é a verdade. Uma boa parte dos brasileiros que não são bobos, que não querem consumir coisa estragada, viaja todo dia para ir para uma boa escola. Coisa difícil é ver um jovem assim, morto já tão cedo.
        Paulo

  5. 28/06/2009 11:56

    Paulo, eu li com atenção seu texto, o que não faço é escrever com atenção (prometo melhorar). Não sei se seria algo como suicídio de classe como referiu Paulo Freire no seu livro “Cartas à guiné-Bissau”, onde a burguesia se identifica com as aspirações mais profundas do povo. O eu quero dizer é que o que pensa os intelectuais não tem valor para o povo. Os esquecidos do Brasil esperam um futuro melhor e para eles uma faculdade, seja qual for, é importante.

    Interessante você chama o EAD de lixo. Sou da área de tecnologia (o lixo da graduação) e costumo pegar o lixo digital (computadores velhos, impressoras etc.) dos bem sucedidos, reciclar e dar para outros. Alguns são pc’s de 100mgz e 32 de memória, mas, enquanto o “pc para todos” não chega, para quem não tem, é um luxo.

    Eu li com atenção o seu texto, mas a questão é que estou acordado. Tenho muitas críticas à EAD, mas eu e muitos outros estamos trabalhando para que ela se torne uma ferramenta eficaz. Uma tábua de salvação enquanto o mundo perfeito não vem.

  6. gizelidacruz permalink
    28/06/2009 20:19

    Oi Paulo, vim aqui através do seu convite feito no meu e-mail para discutir EAD, li o texto e os comentários dos colegas acima, mas ao ler seu texto convite me veio de pronto uma frase que para mim tem servido atualmente para pensar algumas coisas: o que me preocupa não é o ensino a distância, mas sim a distância que existe do ensino para a maior parte da população que você traduz como aqueles que não são “seus filhos”. Achei até coerente da sua parte por o dedo na ferida, pois desde Paulo Freire, rodeamos, rodeamos, inventamos frases feitas aqui e ali, dizemos que a solução está em pensamentos ulteriores de pensadores que não compartilharam de nossa história e realidade particular, e não fim não discutimos com coragem a questão da divisão de tudo no Brasil: do trabalho, do acesso ao conhecimento, à informação, à liberdade, à cidadania, entre outras coisas que a Modernidade nos postergou ao enfrentar o obscurantismo ortodoxo medieval. No entanto, essa mesma Modernida (ou pós se preferir) apesar de trazer a tona a questão da desigualdade social como muita força e ter apresentado formas de superação parcial; temos que concluir forçosamente, que ainda há pontos obscuros (ou não) sobre os quais não gostaríamos de fazer uma análise profunda a partir dos métodos que dispomos para enfim encontrar um modelo explicativo que nos apresente qual é, aparentemente, o cerne do problema.
    Vejamos o seguinte: houve expansão no ensino público de 1882 até os dias de hoje, no Brasil? Em números isso significa o quê? Quais são os tipos de ensino encontrado em cada nível do sistema público de ensino e quais são os seus atendidos? Nos preocupamos muito com o “fim de linha” que seria a Universidade, mas não estaria o principal problema no início da cadeia, lá aonde começa o sistema? Daí não seria interessante esboçar o que acontece nessa escola real que lidamos todos os dias e que muitas vezes falta até um simples espaço a ser chamado de “escola” que hoje pretende ser ocupado por uma política muito específica que vê no EAD o descompromisso com a expansão física dos serviços de educação básica e superior que são diretos inexequíveis do cidadão previstos em nossa “Carta Magna”? Quem são na verdades os atores que podem articular estas questões no plano nacional? Fazem o que devem fazer? Se não, por que não o fazem? E se sim, como os têm feito? Sentimos estas mudanças?
    Desculpe, sei que são perguntas demais, mas tem sido sobre estas questões que tenho me debruçado recentemente em discussões com um amigo filósofo que sempre me empresta o ouvido para minhas elucubrações. Paulo, como acha que podemos começar a esboçar as respostas destas questões?

  7. maristelacandida permalink
    01/07/2009 21:07

    Paulo, boa noite!

    Iniciei uma faculdade de administração particular (porque minha cidade é interior do estado (RJ)e só tem uma faculdade presencial e claro, você precisa ter dinheiro para pagá-la)

    Tive que trancar por n problemas de família e saúde. Hoje, depois de 7 anos, posso finalmente retornar a faculdade, porém meu interesse mudou para uma área diferente, pois tive oportunidade de trabalhar com isso – recursos humanos)
    Resumo da ópera, vou me matricular neste semestre em recursos humanos pelo Ead, porque minha cidade continua tendo apenas a mesma faculdade particular de sempre.

    Entendo a revolta que as pessoas que cursam o ensino superior presencial tem em relação a facilidade do Ead, mas, com todas as implicações políticas já mencionadas e todos os problemas sócio-econômicos e tal, ainda assim, você não admite o ensino superior Ead como um avanço da informação, já que os tempos são outros.
    Hoje, mais do que ontem, um profissional é julgado competente pela faculdade que cursou ou pela sua capacidade de usar efetivamente o que aprendeu?

    Eu tinha muito preconceito em relação ao ensino a distância, mas vi durante os anos que eu estava tendo dificuldades em ingressar na faculdade presencial, que alguns amigos estavam concluindo e se promovendo em seus trabalhos e seguindo em frente, daí parei de teorizar e criticar e resolvi me beneficiar com esta nova realidade.
    Um abraço
    Maristela Candida

    • 02/07/2009 1:17

      Não creio que você acertou o ponto. EAD não causa revolta em quem cursa presencial, EAD é a pobreza oferecida para a pobreza, e gente como você, quer que todo mundo seja pobre. Eu não, eu quero que o Brasil ofereça para todos bom ensino. E cá entre nós, duvido que você não pudesse fazer presencial. Você está é fugindo da coisa mesmo. Muita gente no passado viajou, gente menos acomodada. A facilidade do EAD é a mesma facilidade do cara que dá a droga: na primeira ele dá, na segunda ele cobra e já não tem a mesma qualidade. Um dia você morre de overdose.
      Paulo

  8. diogocoor25 permalink
    02/07/2009 16:29

    Aninha,
    Obrigado pela resposta ao meu comentário.

    Sou fruto de nossa política, e quem não é? Concordo que o EAD é lixo dado aos pobres como eu. Mas, infelizmente, sou pobre e quero estudar para mudar isso!
    Não tendo condições de pagar uma presencial privada, e não tendo condições de viajar para uma cidade distante para fazer federal, o que me resta…? O lixo, é claro! Eu sei perfeitamente. Trabalho o dia inteiro para sustentar minha família com dificudades, assim como quase todos os brasileiros!

    PAULO, não me chame de preguiçoso nem de bobo!! Dada a situação em que me encontro, da fraca influência intelectual de minha família (vinda da roça) que tive, e que devido a isso, só ter me atentado para o estudo formal a poucos anos, não me considero preguiçoso nem bobo. Me esforço muito para conseguir o que quero e, se diante destas condições, o que me resta é o lixo… EU QUERO ESTUDAR, ORAS BOLAS!!

    ANINHA, você viu quem está julgando?

    PAULO, você não me conheçe!! Seus vídeos, comentários e textos têm me ajudado muito, mas confesso que neste ponto, estou completamente decepcionado!!
    Agradeço sua sinceridade por me chamar de preguiçoso e bobo.
    Mofe em sua cadeira fazendo seus vídeos e criticando os outros sem os conhecer direito, que eu estou muito é vivo meu camarada!! HAHAHA!!
    Infelizmente somos vítma desse política desgraçada e quero mudar isso!!

    Pode ter certeza, Paulo, se houvesse condições eu certamente faria presencial.

    Abraço a você e a Aninha… deixe me ir para meu caixão descansar!! rsrs

    • 03/07/2009 4:15

      Você é a vítima, o coitadinho que não pode viajar, não pode se esforçar, o que quer estudar, pobrezinho! Ah, Diogo, cria vergonha. Diga para você e para o governo: sou gente, não vou aceitar uma coisa de segunda, quero algo de primeira. Mas não vai fazer isso, pois é covarde. Vai brigar comigo, em vez de brigar com o MEC e com você mesmo. Então, azar seu. Tomara que os brasileiros todos não queiram ser como você.
      Paulo

  9. diogocoor25 permalink
    02/07/2009 18:00

    Apenas uma outra coisa…
    Quando você diz que estamos sempre apontando o dedo para o outro, dizendo que o outro também errou, o texto que implicou essa discussão é o quê???
    Eu não escrevi nada julgando uma coisa ou outra. Se você quer fazer EAD ou presencial, tanto faz, desde que se aproprie dos conhecimentos adequadamente e que se faça uma boa avaliação (por profissionais competentes)do profissional após concluir o curso. A OAB faz isso a anos!!!
    Só porque fiz ou faço EAD, não sou um bom profissional?? Aham, tá… quanta inocência.
    Diogo

    • 03/07/2009 4:08

      E claro que o “tanto faz” não vale aqui. Se valesse, então, que todos viessem para a universidade. O EAD não funciona na universidade a não ser como apoio, pois ele é mais rápido que a universidade.

    • 03/07/2009 4:12

      Diogo, você não quer estudar, o que você quer é ser um cara de segunda categoria, pois isso, para você, está bom. É contando com gente assim, sem ambição, que funciona a política populista.
      Paulo

  10. maristelacandida permalink
    02/07/2009 19:17

    Espero que seu conhecimento dentro de sua área, seja tão bom e tão veloz, quanto seu tom irônico em responder as questões.
    Abraço
    Maristela

  11. 03/07/2009 13:41

    O EAD é tão ruim quanto uma Unip e outros lixos presenciais e é tão boa quanto a USP. Depende de quem produz.
    O EAD não é barato, o custo equivale ao presencial, têm que ter pólos com biblioteca, computadores e salas para os 20 % de aulas presenciais obrigatórias.
    O EAD não é fácil, e a interação dos aluno e tutores via chat é maior que o presencial.
    Os que sobrevivem até o final dos cursos EAD costumam ter notas melhores que os presenciais.
    Se alguém quiser “examinar ou cheirar”, aconselho que visite o site do prof. Francois Marchessou, acadêmico da Universidade de Poitiers (França) e especialista em ensino a distância para a América Latina. Inclusive ele estava na quarta em bauru no II Congresso Brasileiro de Educação.
    Alguém tem argumentos melhor elaborados do que “EAD é lixo”?
    O professor para ensinar não se apropria do virtual?
    Qual é a metragem padrão para “a distância”? O alcance de um microfone (maldita tecnologia)?
    No caso do microfone seria semipresencial?

    • 07/07/2009 11:27

      Não Marco, você leu, mas não me entendeu. A EAD e a USP são incompatíveis. Enquanto você não tiver isso claro, e não entender a razão disso, em termos de dinâmica e custos, você vai girar em torno do meu texto. Não vai pegar o conteúdo. Creio que falta a você uma experiência a respeito de como funciona uma universidade pública, não pelo erro ou acerto, mas pela legislação dela, imutável. A EAD depende de internet hoje, e a internet e tudo que a envolve é barata na medida em que é rápida e vice versa – é tecnologia em ritmo acelarado. A USP não consegue acompanhar isso; nenhuma universidade pública brasileira consegue. Não há então solução? Há: usar de EAD fora do sistema oficial, pode ser na USP, mas não pode ser nos cursos oficiais. Não é a EAD que vai sucatear a USP, e a USP que necessariamente vai sucatear a EAD. Enquanto você ficar só na EAD, sem saber como é que se pode ou não pode administrar a universidade pública, em termos de regras e dinheiro, você não vai compreender o meu artigo, se é que o leu.
      Paulo

  12. 31/07/2009 20:57

    Venha para http://ghiraldelli.ning e amplie a discussão lá!

  13. 31/07/2009 21:03

    Minha cara, aqui não é o blog da Danusa Leão, aqui o blog é de filósofo, e de filósofo até que paciencioso com antas! Mas tudo tem limite. Às vezes, a pessoa que vem reclamar é muito muito muito burra, então, eu corto mesmo!
    Paulo

  14. senykayo permalink
    22/01/2010 10:51

    Colega Paulo,

    Li seu texto e achei ele bastante interessante, mas discordo de muita coisa que você afirmou (com bastante certeza) sobre o EAD. Atualmente estou formado, e trabalho como Analista de Sistemas. Estudei com o modelo presencial inicialmente, e pouco antes de me formar, devido ao fluxo de trabalho decidi fazer vestibular novamente, mas no modelo EAD. Por ser uma universidade estadual eu não teria gastos, e depois de um tempo cursando os dois eu percebi que realmente existe diferença entre o EAD e o presencial, mas cada um tem sua particularidade. O presencial podemos fazer uma analogia com uma criança pequena, onde é necessário amamentá-la com frequência e muito cuidado, já o EAD parece com um adolescente de 17 anos que já está partindo para fase adulta. Ambos os cursos, tanto presencial quanto EAD, pelo menos na universidade estadual, não estão preocupados em aprová-lo, e sim em ensiná-lo. Apesar de ser uma tecnologia bastante nova, ela está em um nível aceitável. O modelo que fiz, as provas eram presenciais. Se colocarmos isso na balança podemos perceber claramente que no modelo EAD você é obrigado a estudar muito mais que o presencial. Não quero prolongar mais, o objetivo era expor minha experiência e alertá-lo que esse tipo de comentário que você fez é no mínimo preconceituoso.

    Abraço.

    • 25/01/2010 5:59

      No Brasil é assim agora, tudo que não é o que a gente fez ou é individualmente é preconceito. Mas as coisas não são assim. Você pode estudar onde você quiser. Problema seu, direito seu. Eu não escrevi isso para você resolver sua vida, eu escrevi isso a partir da ótica da política educacional que se pode ter e que não se está tendo. Sei que é difícil para o cidadão comum pensar assim, pois isso é tarefa nossa, dos intelectuais. Mas peço que compreenda. Consegue?
      Obrigado!

      • senykayo permalink
        25/01/2010 9:25

        Colega Paulo,

        Devido a falta de educação da sua parte de manter um diálogo com internautas que estão lendo seu maldito texto medíocre e sem fundamentos reais, estou deixando sua página e assim como outros também deixarão. Sua capacidade de interpretar uma outra visão do assunto é bastante infantil. O objetivo do meu texto não foi pedir autorização ou informação sobre o que fazer da minha vida, e sim deixar minha opinião sobre o assunto, pois já conheço os dois lados da laranja.

        PS: Não pense que o mundo é dividido em duas partes. Se você fosse intelectual como diz ser, jamais trataria seus leitores dessa maneira. Cuidado com as palavras, elas definem a pessoa que é. Se você deixou esse texto aqui foi porque pretendia discutir sobre o assunto, mas pelo visto o objetivo real foi chamar a atenção com seu ar de superioridade. Se quiser realmente chamar a atenção pinte suas nadegas de vermelho e suba em um poste.

        Abraço,

        Hugo.

      • 28/01/2010 2:27

        Aqui o diálogo é para inteligentes. Já avisei. E você não é obrigado a ler.

      • 28/01/2010 2:29

        Hugo, intelectual não é sinônimo de “escuto tudo”. Você vem aqui falar merda, é uma besta. Ora, é tratado como besta.

  15. 21/11/2011 8:05

    Paulo,
    Li seu artigo junto dos comentários exacerbados do público “consumidor”. Falo “público consumidor”, pois, queremos ou não, estamos consumindo seu trabalho intelectual (não estou desqualificando o caráter reformista que o carrega) e alguns podem gostar ou não, mas não podemos perder o sentido da coisa: Universidade pública de qualidade (presencial) para todos.
    Fiquei aborrecido e triste com alguns comentários do público, mas entendo que a ideologia hegemônica aliena e degrada o homem. Sob essa premissa, a distinção discutida pelo público do que é “ensino de qualidade (presencial)” do “ensino a distância” expressa-se na naturalização do ethos burguês de alguns, de entender (de forma errada e falsa) que o avanço tecnológico promove a qualidade (sobre alguns aspectos da educação, mas não a prática de lecionar e o contato direto com o professor) e é uma característica da pós-modernidade, não é, pois não rompe com ideologias burguesas e nem promove a integração e ou o acaba com a luta de classe (e o Brasil é palco para isso). Será difícil entender isso?
    Podemos observar – apenas se querermos – a degradação da natureza culpa do avanço tecnológico e das forças produtivas do capital conservador-liberal, o que não difere do processo de degradação do homem, e aqui cito a lógica das EAD – padronizar, automatizar, reestruturar e explorar o trabalho estampando a “qualidade e a integração”. Se conseguirmos entender esses pontos e situarmos no avanço político, social e econômico que o Brasil vivência, vamos encontrar falsas realidade que aprisionam o homem, como esta discussão que tantos querem defender: educação a distância.
    Em síntese: “dá ao pobre o que é pobre”.
    Lucas Melo
    Graduado em Serviço Social – UFAL

  16. 17/05/2012 11:31

    Paulo, li o seu artigo. Gostei e do que não gostei não falarei para não levantar polêmicas, meu ponto de vista não interessa neste momento. Na verdade vou contar sobre a minha experiência pessoal com EaD. Eu deixei de estudar muito jovem, e fui ser dona de casa, cheguei a fazer o primeiro ano de faculdade particular, mas infelizmente tive que abandonar. Isto já faz uns 29 anos, e agora com os filhos grandes resolvi voltar á vida acadêmica. Mas eu só consegui, por questões particulares, e por ainda ter um filho temporão de 10 anos que me solicita muito com os deveres da escola, voltar pelo sistema EaD, no curso de Pedagogia. Achei também que pelo tempo que estou parada(educação oficial,mas nunca deixei de ler e me instruir) o sistema me serviria( me desvalorizei). Eu fui educada na escola pública a minha vida inteira, sempre estudei na pública, sou filha da ditadura, que por incrível que pareça, naquela época a pública era forte e a particular era “papai pagou passou”. Então quando retornei á faculdade eu percebi que tinha muitos jovens fazendo uso deste sistema, e pior, o nível de ensino que eles trazem é muito fraco. Acabei me tornando uma das melhores alunas de três turmas, e percebi que a minha educação de base é muito superior dos modelos de ensino que estão aí. Lembro de matérias do meu tempo de ginásio e colegial. Agora eu quero ir para o presencial, porque muitos dos que estão ali não estão levando a coisa á sério, querem só o diploma e fiquei pensando e analisando e cheguei a conclusão de que quando estes profissionais saírem a procura de trabalho com este nível vai denegrir ainda mais o sistema. Lógico que existe a exceção, e eu sou uma, mas a maioria quer ter diploma, e você pode dizer que este pessoal fica de exame e ou dependência, mas eu vi que é tudo questão de pagar, pagou faz nova prova e por aí vai. A média também é muito baixa, o meu filho tem média maior que a minha, ele 7 e eu 6. Isto facilita muito a promoção de quem não merece ou não está preparado. Quero passar para a presencial , fiquei decepcionada , espero ter contribuído com a discussão.A pergunta que eu deixo é , você entregaria a Educação do ensino fundamental do seu filho á um profissional deste sistema??? Já tenho dúvidas….

  17. 01/07/2012 23:35

    faço faculdade na EAD, muitos a criticam dizendo ser um LIXO, mas oque vemos hoje, é um mundo indo pra frente com a tecnologia, ensino EAD vai ficar cada vez mais forte, penso que você Paulo Guiraldelli, esta tentando ficar com o ensino ultrapassado talvez pela educaçao que tivesse, muitas pessoas que fazem EAD são aquelas que querem muito aprender algo e que são autodidatas. Conheçp muitas pessoas que hoje estao felizes e bem sucedidos feito o EAD. o ensino se torna um lixo quando a pessoa nao tem vontade e so pensa no diploma como muitos isso pode ser tanto presencial quanto EAD, alem do mais tem muitas faculdades presencial onde alunos discutem o direito de fumar um baseado em vez de pensar na educação, muitos foram autodidata um deles (Bill Gates). Vo ce nao deve falar que as pessoas sao burras, por serem autodidatas que por sinal é um dom raro, onde voce nao precisa de um professor pra te dizer tudo que voce pode saber lendo, pesquizando….. é uma pena que voce defenda algo tao futil, sendo que daqui alguns anos, EAD vai ser uma das faculdades mais procuradas, o mundo ele nao fica sempre na mesmice ele evolui, hije em dia temos ferramentas que podemos usar tanto pro mau quanto pro bem , basta a pessoa saber usala.

  18. 04/09/2012 13:06

    Paulo Ghiraldelli Jr.
    Bom dia, realmente concordo com você, que nada substitui a vivência universitária, eu cursava uma faculdade de RH e abandonei, devido a minha preguiça e falta de coragem de estar todos os dias em uma sala de aula, porque é muito mais confortável, você esta em seu quarto diante de um PC, “estudando”, tomando suco de laranja, comendo pipoca, e entre um ou outro click, visitando o facebook, e outras redes sociais, Na minha opiniao EAD, é para gente preguiçosa como eu. Mas como no Brasil o que vale é ser portador de diploma, é onde se dar o crescimento pela procura de tal modalidade, outro triste fato é quando seu currículo chega a mesa do gestor de RH, geralmente ele não será o escolhido. abraços

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