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“Todo enfiado” e o brasileiro sem corpo

29/08/2009

Abigail, 1947, Di CavalcantiO Brasil não é mais um país de brancos. As estatísticas mostram isso. Nosso país se orgulha, agora, de ser uma democracia racial. Este é o discurso oficial. Mas, na vida cotidiana, o preconceito com a cor se mistura à hipocrisia e ao medo da sensualidade, sempre associada aos mais escuros de pele, e continua criando dificuldades para muitas pessoas. Entre essas pessoas, as mulheres são as mais visadas.

Uma bela mulata, jovem, formada em pedagogia, subiu no palco em um show de pagode e dançou o ritmo que está tomando a Bahia, o “Todo enfiado”. No meio da dança, o vocalista levanta a saia da moça. É claro que ela não deu vexame, ela não saiu dali chorando e espancando o vocalista. A professora estava participando de uma festa. Pode não ter gostado do que ocorreu, mas jamais iria descer do palco em atitude agressiva.  É claro que os celulares filmaram tudo. Uma vez na Internet, a professora foi identificada e perdeu o emprego. Ela dava aulas para crianças de cinco anos em uma escola particular. Não contentes com isso, os bahianos vizinhos dela, por meio de pressão moral e psicológica, empurraram a moça para fora do bairro, onde morava com o filho pequeno.

A professora preferiu não servir de mártir. Acuada, não deu entrevistas. Provavelmente tem medo de não conseguir mais emprego. Não estou falando de um estado sulista não! Estou contando um caso da Bahia, recém ocorrido.

Este é o Brasil da democracia racial não oficial. Quando escuto e vejo isso, e quando olho o tratamento que a imprensa televisiva deu ao caso, tenho vergonha do Brasil. As televisões que menos desaprovaram a moça, ainda assim falaram dela com certo asco na voz.

A professora estava dançando e não podia prever que iria ter a bunda mostrada. Era um divertimento. Ela tinha esse direito. Por um quase exagero do vocalista, ela pagou um preço muito alto. Agora, a culpa é do vocalista ou dela? Não há culpa. Não há culpa! Isso é que é necessário entender. Não é possível que ao compartilhar do ethos do povo, um elemento individual da sociedade que usufrui desse ethos, seja punido. A professora nada fez senão dançar o que todos nós dançamos: a dança de pessoas de uma democracia racial.

A dança que toma os palcos bahianos é igual a qualquer outra dos últimos vinte anos, do “Tcham” à “Dança da Bundinha”.  Que os jovens, principalmente os que sabem rebolar e possuem a jinga no sangue, venham a fazer isso em particular ou em público, é alguma coisa não só permitida, mas é, na prática, incentivada.  A professora está na casa dos vinte, portanto, cresceu com isso. Faz parte do que aprendeu como correto, e é o correto. É bobagem dos conservadores eles quererem transformar a dança e o divertimento em “foi lá para mostrar o rabo”. E se foi, e daí? Danças mostram partes do corpo, impossível dançar sem o corpo. O próprio nome da dança, como tantas outras, diz claramente que a sensualidade envolvida na coisa é, de fato, a sensualidade do momento, da exibição de certas partes do corpo e com certas posições e relações entre roupa e corpo.  Não podemos confundir o ato de mostrar uma parte do corpo em uma dança e o ato de mostrar a parte do corpo em um determinado lugar para uma determinada pessoa, em gesto que pode ser qualificado de obsceno. Não há dança obscena.

A atividade da professora, ao dançar, não foi na escola. Nem mesmo foi ela quem filmou e colocou na internet. Além disso, mesmo que tivesse dançado na escola e posto na internet, ainda assim seria necessário ver que todos, nos últimos trinta anos, estiveram diante de babás eletrônicas (ah, loiras podem!) que dançaram mostrando partes do corpo. Claro! Como dançariam sem corpo? Ah, querem dança disciplinada? Dança não é marcha militar!

Se todas as mulheres não puderem nem mais cruzar as pernas em um bar porque, se filmadas e aparecer a calcinha, serão demitidas, então teremos institucionalizado o terrorismo de todos contra todos. É necessário parar agora com isso. Não parar de filmar. Mas parar com o ataque da pressão social que quer fazer o nosso corpo desaparecer. Ou paramos agora com isso ou vamos começar a punir a nós mesmos por sermos o que somos. Criar problema contra o fato da moça mostrar o corpo pertence ao mesmo tom de conversa daqueles que invocavam com Lula por ele ter barba. É a exigência do “padrão do corpo”, é o desrespeito a tudo que somos como humanos. Não é moralismo não. O moralismo é apenas casca, neste caso. É vontade, mesmo, de colocar “na linha” os que, com sua presença exuberante, mostram para nós que somos corpo. Os conservadores odeiam essa lembrança. Pois, quando ficam sabendo que somos corpo, percebem que todos iremos morrer – desaparecer. Eles não querem aceitar isso, querem ser imortais, então, não admitem que somos todos corpos. Cada um de nós é ou gostaria de ser aquilo que a professora soube mostrar, e que os conservadores amam e odeiam: a beleza do corpo.

Os conservadores que demitiram a moça ou que a pressionaram e os donos do colégio que, enfim, disseram que ela não foi demitida (mas não foi incentivada a ficar), vão ganhar o troco mais cedo do que esperam. Suas filhas vão dançar o “Todo enfiado” na frente deles. Com 6, 7, 12 ou 15 anos. Todas vão mostrar as nádegas e vão gingar muito. As mulatas irão, talvez, gingar melhor que as brancas. Isso ocorrerá não só em Salvador, mas no Brasil todo.

No entanto, no cotidiano, a professora vai carregar a marca da discriminação. O ethos do qual ela participa, vencerá. Sabemos disso. No entanto, não podemos viver da glória hegeliana de achar que os indivíduos devem pagar o preço pelo sucesso da história em seu rumo à liberdade. Não! Temos de fazer justiça a cada indivíduo, agora, para não ter de criar cotas justiceiras futuras. A professora precisaria ter a lei a favor dela agora, neste momento. A OAB e o próprio presidente da República e os candidatos à presidência, todos deveriam apoiá-la. Agora sim, o governador da Bahia deveria vir a público, como fez naquele espalhafatoso caso do professor universitário que deu entrevista na rádio mostrando preconceitos de toda ordem. Naquele caso, era fácil. Quero ver agora, em que o preconceito contra nosso sangue e nosso ethos está mascarado. Quem se cala nessa hora, com medo do Brasil reacionário, é covarde. Quem fala um “azinho” da moça professora, é um verme.

[Vídeo da professora]

©28 de agosto de 2009 Paulo Ghiraldelli Jr., filósofo.

REDE http://ghiraldelli.ning.com
BLOG http://ghiraldelli.pro.br
PORTAL http://filosofia.pro.br
14 Comentários leave one →
  1. joycesan permalink
    30/08/2009 22:36

    Concordo plenamente, essa foi a primeira voz que ouvi que fez uma análise coerente do fato. Parabéns.

  2. tmg82 permalink
    01/09/2009 11:56

    Uma pena, mas há quem acredite que pessoas são apenas bunda, são somente corpo…os que se sentem completos jamais aceitam ser reduzidos a BUNDA, os demais, bundas-mole, bom, estes podem ficar aí usando coisas como estas danças rídiculas para ganhar ibope, dinheiro e quiçá, fama!
    Bundas-Mole têm mãe, talvez esposas, filhas. Será que gostariam de ver imagem deste tipo delas???

    • 03/09/2009 0:42

      Tenho um pouco de dó de você, que tem vergonha do seu corpo. Mas, enfim, você de agora em diante deve se envergonhar do seu cérebro também.

  3. 03/09/2009 0:44

    Caro homem ou mulher da cavernas, você é apenas um caso clínico. Vá se tratar. Mas, como caso de burrice, pois não sabe o conceito de ética, aí não tem tratamento não. Burrice não tem cura. Nesse caso, sugiro que se mate.

  4. 03/09/2009 22:14

    Belo texto Paulo. Infelizmente estão tentando fazer com que o Brasil deixe de ser Brasil. O corpo brasileiro sempre foi diferente dos demais corpos. Agora estão a todo custo querendo dominá-lo e eliminá-lo.
    O ano passado escrevi uma poesia fazendo uma crítica a este pensamento (se é que pode chamar isso de pensamento!):
    http://filiperossi.blogspot.com/2009/03/antimaterialismo.html
    Abraço!

  5. gomesm permalink
    13/09/2009 19:40

    Para os leitores e o autor;

    Queridos, moro em Salvador Bahia, também sou negra, jovem e professora. Adoro dançar, mas não custumo frequentar o lugar onde essa professora em questão se encontrava no momento da dança. Mas gostaria de dizer algo que talvez mudasse um pouco esse ponto de vista, ou pelo menos, um dos argumentos usados por Ghiraldelli. É que lá no show da banda O Troco, ao subir no palco para dançar “Todo enfiado” todas as pessoas, homens e mulheres já sabem o que vai acontecer, porque mostrar a bunda é parte da coreografia dessa dança. Me desculpem os menos moralistas ou conservadores, chamem como queiram, mas na igual condição de jovem, negra e professora não me sinto nem um pouco a vontade para ir aos shows da banda O Troco, me sinto totalmente responsável pelas minha satitudes e escolhas e devo isso ao grupo social do qual faço parte. Ou seja, considero que o professor é uma figura pública dentro do grupo social do qual faz parte e deve ter consciência total de suas escolhas, nesse caso não há culpados, realmente não há, concordo com o autor. O que houve foram escolhas, porém, após o escandalo a professora não quiz assumir as consequências de suas escolhas, por que será? Não posso concordar com muita coisa dita neste texto, porque aqui em Salvador se vocês perguntarem a qualquer pessoa o que acontece no ensaio da banda O Troco vão se horrorizar só de ouvir, não é um lugar adequado para pessoas que estão buscando um pouco além de apenas estar no mundo, frequentarem. Dançar é uma atividade lúdica, sensual e de livre expressão do corpo, porém não precisa ser explorada para o lado erótico e sexual para ser bonito e agradável. Nós baianos adoramos dançar e aqui não nos agrada muito o que está acontecendo nesse espaço de ensaio de tal banda, é muito polêmico, considero degradante saber que num espaço público mulheres precisam baixar as calças ou levantar a saia para mostrar o seu rebolado, isso é desnecessário e apelativo. Então as mulheres lutaram tanto por seus direitos, seu espaço no mercado de trabalho para depois usarem apenas o corpo quando podem mostrar que são mais do que isso? Não quero ser preconceituosa nem moralista, detesto os extremos, mas acho que esse é um caso a se refletir mais, nada alí naquele palco aconteceu ingenuamente, podem ter certeza disso.

    • 13/09/2009 20:55

      Acho que você não entendeu Montenegro, nem um pouquinho, do meu texto. Ninguém pediu para você mostrar a bunda. Ninguém quer ver sua bunda. O fato de eu não tolerar que se acusem uma pessoa por ela se divertir dentro dos costumes não obriga você a fazer o que não gosta. O artigo é sobre a Jaqueline. Não sobre a defesa da universalização obrigatória do que a Jaqueline fez. O fato de você se incomodar tanto com a vida dela é que faz com que pessoas como eu fiquem indignadas. A Jaqueline e ninguém foi na sua casa obrigar você a dançar. Pronto. Acabou. Não aconteceu nada com você e nem vai acontecer. Agora, no caso da Jaque, ela mostrou que dança gostoso, que é bonita, que tem uma bunda maravilhosa. Merece aplauso. Isso não faz de você, que não quer dançar, fique diminuída, entende?
      Agora, sobre o fato de Jaque ser professora, ela não infringiu nenhuma regra, ao contrário, do modo como eu escrevi, dava até para, no caso de um diretor inteligente, reverter o quadro e usar aquilo como matéria pedagógica, ensinando as crianças a dançar e dizendo para elas como que poderiam ter limites ou não.
      Paulo

    • 13/09/2009 20:56

      Ah, e tem mais Montenegro: você não é obrigada a ir no ensaio da banda O Troco, OK? Fique na sua casa. Entende?
      Paulo

      • gomesm permalink
        14/09/2009 2:31

        Nossa, talvez você tenha mesmo mais razão do que eu. Afinal, quem sou eu, não é mesmo? Mas você é o cara que eu vi num filme falando de filosofia, na sala de aula de uma pós graduação e me encantou pelas palavras quando falava que precisamos desbanalizar os elementos banalizados da educação, ou quando falava na necessidade de fazermos reflexões sobre a tendência da filosofia contemporânea do discurso justificador. Analisar cotidianamente como eu escolho esses discursos e quais são as suas vantagens, essa foi uma fala sua no filme, mas talvez eu tenha me encantado pela pessoa errada. Porque entrei procurando um filósofo da educação, e encontrei um homem rude que chama as pessoas de burras e recomenda suicídio. Desculpe-me pelas palavras. Mas achei que iria encontar em seu perfil um espaço inteligente e respeitoso de enfrentamento de idéias, mas sinto diferente ao ler as suas respostas. Não quero ensinar nada para o Senhor, afinal, mais uma vez eu não sou ninguém, mas gostaria de dizer que me parece um pouco aquela premissa de que quanto mais o ser humano sabe, menor ele se torna ao menosprezar os outros. Desculpe, mas acho também que o senhor não me entendeu, porque a vida da jaqueline não me incomodou nem um pouco, bem como a vida de tantas outras que estão lá no you tube mas não foram tão vistas quanto ela, a vida da jaqueline tornou-se pública e o senhor chega a ser contraditório, afinal se escreve para as pessoas que se incomodam com ela, por que escreve? Será que não foi ao senhor que ela incomodou? Gosto quando algo me incomoda, me refiro ao sentimento de estranhamento que o senhor falava no vídeo ser necessário à filosofia, quando eu estranho algo penso sobre ela, reflito, e aprendo um pouquinho. Mas é só um pouquinho mesmo, porque não sou assim tão inteligente, as vezes levo tempo para compreender certas coisas. A filosofia, por exemplo, me encanta, me impressiona, mas ainda não entendo um monte de coisas. Vou aprender aos poucos, espero apenas, encontra professores, mestres que tenham a paciência de ensinar-me os caminhos e de respeitar as opiniões divergentes, ensinando o mais adequado quando houver, porque entre o certo e o errado prefiro ficar só.

      • 14/09/2009 20:17

        Montenegro. Entendi você. Você é uma pessoa não acostumada ao debate e, por isso, achou que eu fui desrespeitoso. Mas não fui. Desrespeito, em filosofia, é quando a gente não dá bola, não responde. Se responde, se gasta tempo trocando argumentos, há respeito. Sacou agora?
        Preste bem atenção no que vou dizer: o que me incomodou não fou a Jaqueline, e sim a reação contra ela. O que incomodou você, parece, foi a própria Jaqueline. Agora, mais um pouco só de atenção, vou ser rápido para não cansar você. Quando eu digo que ninguém quer ver sua bunda, eu estou dizendo que o fato da Jaqueline mostrar a dela não cria problema para você. Entende? Você desfilou argumentos pessoais, dizendo que era baiana, negra etc e não faria o que ela fez. Isso não vale dizer. Por que? Porque ninguém perguntou a você e muito menos alguém vai obrigar você a fazer isso. Você é você, pronto. Acabou. Não é você que está na berlinda. Não faz sentido você começar um texto dizendo que não faria o que ela fez. Ora, para que diz isso, para dizer que é melhor que ela? Não faz sentido dizer isso. Por isso eu disse: fique tranquila que o comportamento da Jaqueline não afeta o seu.
        Agora, o que afeta a mim e a você. Os que não a toleraram, afeta. Afeta porque mais cedo ou mais tarde essas mesmas pessoas vão botar o bico na minha vida e na sua. Pensa que não? É aí que eu quero chegar: quem censurou a Jaque pode se voltar contra nós, mesmo que a gente se policie. Pois, essa gente, é o pessoal que do mesmo modo que ficou de olho nela, está de olho em nós. E como não somos melhores, somos vítimas potenciais. Entendeu agora? Menos magoadinha agora. Sacou?
        Paulo

  6. lucasmauro permalink
    22/10/2009 16:13

    Caro professor e pensador, quero deixar neste tópico a minha total desaprovação com a suas respostas às opiniões. Principalmente a primeira que você chama o homem de burro e sugere a ele o suicidio. Isto é um absurdo. Em momento algum ele te desrespeitou. Em um debate se você deixa de responder você demonstra desprezo; se você responde do modo como respondeu, demontra desprezo e desrespeito. Estou, sinseramente, decepcionado e torço por ter sido apenas um momento de descontrole. Te considerei até aqui um homem sábio, e não quero estar enganado quanto a isso, mesmo sabendo que o respeito é o principio da sabedoria e é respeitando é que se é respeitado. O senhor deve tomar cuidado, pois não é o Dr. House e de uma hora para outra pode jogar fora tudo o que construiu.

  7. woodsonfc permalink
    17/04/2010 10:09

    Professor, primeiramente sugiro que escreva um texto que justifique essa sua tese: “Mas, como caso de burrice, pois não sabe o conceito de ética, aí não tem tratamento não. Burrice não tem cura.” Fico imaginando qual é o Ethus que você atribui ao comentarista que aparentemente não conhece. Seria o Ethus de um aluno que deveria saber que estamos falando de filosofia e, portanto, deveria saber o que é Ética? E se não for um aluno ou alguém que conhece esses conceitos?
    A Internet, como as mídias em geral, permite que diferentes públicos entrem em espaço que, presencialmente, normalmente evitariam, não? Então porque essa reação tão pathêmica? (hehehe)

    Mudando de assunto, estava aqui procurando um texto que falasse de liberdade para introduzir o assunto com meus alunos, então resolvi comentar, também.

    Concordo que ninguém tem que se meter com a vida da Jaqueline e o que ela fez. Porém ela assumiu que foi ela quem fez, já que não há como identificá-la somente vendo esse vídeo! Ela quis assumir que foi ela e os riscos decorrentes de sua atitude. Desse modo, ela provavelmente quis quebrar um tabu ou optou por arriscar uma carreira midiática e sair numa Playboy tomando essa atitude polêmica. Isso realmente demonstra que não estamos numa democracia racial ou cultural. A sensualidade é vista pelos puritanos como algo que não deve ser mostrada em público.

    Ocorre que essa atitude da Jaqueline, ao invés de quebrar um tabu, o reafirma, não por culpa da Jaqueline, mas desse mundo midiático e dessa sociedade um tanto retrógrada que reduz tudo. Estranho notar que essa mesma mídia vai em defesa da loira (que, por isso, acabou na Playboy) que havia sido escorraçada por usar uma roupa muito curta na faculdade. Então, estamos sujeitos a essa tirania midiática que decide quem é valorizado e quem não é sem um critério aparente. Acho que os que o estão contestando, estão se perguntando qual é, afinal, o critério dessa sociedade que crucifica a professora negra e exalta a aluna loira por se expor? Qual é, afinal, a conduta a ser seguida?

    E aí, me vem esse mesmo questionamento que me remete de volta à provocação com que iniciei esse comentário, em torno da forma como nos manifestamos aqui no blog e ao tema que vim buscar: a liberdade. Vejo que a presença de um código de conduta social reprime a liberdade, no entanto, a sua ausência permite a qualquer um agir e reagir como bem entende, amparado por uma ausência desse código.

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