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Uma gota de sangue … azul

09/09/2009

CAPA GOTA DE SANGUE_WEBA direita brasileira não quer que exista aquilo que sempre existiu, ou seja, uma carteira de identidade na qual se registra a cor do indivíduo.  Não quer isso porque tal carteira, agora, com a política de cotas para o ensino superior, supostamente daria o direito de negros ricos entrarem na universidade com menos nota do que um branco pobre ou rico.

A esquerda brasileira é a favor da política de cotas raciais nas universidades. Faz a defesa de tal política dizendo que é um elemento de “justiça histórica”, pelo fato dos negros terem sido escravizados e, depois, favelizados e discriminados pelo preconceito. Além disso, acredita que tal política alavancaria a educação dos negros de modo mais rápido.

As posições contra as cotas estão sintetizadas no que o professor Demétrio Magnoli advoga no seu livro Uma gota de sangue (Editora Contexto, 2009). As posições da esquerda podem ser vistas no discurso oficial governamental e, enfim, nos de vários intelectuais lulistas.  Os argumentos dos dois lados não me convenceram.

O argumento dos que estão contra a política de cotas, quando quer se passar por liberal, é o da injustiça. Negros ricos dariam saltos sobre brancos pobres. Todavia, esse argumento esbarra nos dados da realidade: diferente dos Estados Unidos da época dos movimentos pelos Direitos Civis, nosso país, formado por maioria não-branca, ainda não tem uma classe média negra. No Brasil, os negros são pobres. Se um negro rico entrar em uma universidade por conta da política de cotas, com nota menor que um branco, isso será a exceção, não a regra. Algo completamente corrigível. Basta que se faça a ampliação das vagas universitárias, o que não é difícil de ocorrer em um país como o nosso, que tem recursos para aplicar na educação.

É claro que os que estão contra as cotas podem também argumentar que tal política quebra a ordem jurídica liberal – a isonomia perante a lei – e, quando fazemos isso, é necessário saber muito bem o que se coloca no lugar. Pois, em geral, quando substituímos a ordem liberal por outra, o que vem é bem pior do que ela. Todavia, isso também é corrigível. A política de cotas pode ser uma política com data marcada para acabar.

Se os que não querem as cotas podem vir a argumentar que essa política divide a nação em “brancos” e “negros”, e que isso pode gerar conflitos que antes não existiam, temos razões para pensar que tal afirmação é ideológica, errada, pois os conflitos sempre existiram. Não houve no Brasil racismo, mas preconceito sempre existiu. Não vamos criar racismo de reação dos brancos por causa das cotas raciais. Seria necessário algo muito mais ofensivo, bem mais marcante para que uma coisa assim viesse a ocorrer. Para fazer florescer o racismo seria necessário algo capaz de mobilizar ressentimentos avassaladores. Teríamos de ter uma política que alijasse de uma vez os brancos de concursos públicos e coisas assim. Eu mesmo cheguei a pensar que poderia, sim, existir uma reação branca à política de cotas. Mas ela não veio. A população brasileira entendeu bem a situação e tem sido amável a respeito das cotas. Eu estava errado.

Sou favorável à política de cotas como ela vem se desenvolvendo. Todavia, não participo do mesmo discurso da esquerda. Pois o problema da política de cotas não é sua institucionalização, e sim as intenções proferidas pela esquerda. Estas sim, quando postas na mesa, criam reações. Aliás, se o discurso da esquerda fosse outro, menos fora de órbita, talvez não houvesse espaço para um livro como o de Demétrio Magnoli.

A política de cotas não tem eficácia nenhuma do ponto de vista educacional. Ela não serve para melhorar a educação dos negros. Só a escola pública gratuita e de boa qualidade associada a uma boa política de redistribuição de renda é que pode resolver isso. A política de cotas é quantitativa e qualitativa inócua como política educacional. Também ela é um barco furado quanto à “justiça histórica”. Esse tipo fomento à culpa social apenas gera ressentimentos. Não gera ressentimentos na população brasileira, que já não é mais branca, mas cria oportunidades de surgimento de propaganda conservadora por parte de pequenos grupos, alguns dos compradores do livro de Magnoli.

Bom, se assim é, qual é o objetivo real da política de cotas que a torna algo eficaz? Eficaz em que sentido? Uma coisa só: colocar os corpos dos negros em lugares que possam ser vistos tanto quanto os corpos dos brancos já eram ali visíveis. Assim, criando a visibilidade mútua, ampliam-se as chances do respeito e da diminuição do preconceitos. Na prática, a política de cotas é como a política de co-educação dos sexos, que também foi difícil de ser aceita pelas elites, no início do século XX.

Parece pouco, mas não é. O preconceito é parente da inveja, uma doença dos olhos. “A grama do vizinho é mais verde”, eis aí a regra de manifestação da inveja. “O negro não existe aqui, neste terreno, eis a prova de que ele é inferior”, eis aí o motor do preconceito. As cotas fazem os brancos conviverem com os negros em um espaço que, até então, não recebia negros. É uma forma de acelerar a diminuição do preconceito do branco para com o negro e de ampliar o respeito do negro consigo mesmo. Não há como esperar o surgimento de uma classe média negra que, então, viria a ocupar a universidade. Isso seria uma má política para um país que oficialmente já não é mais branco. Houve o cruzamento entre o branco e o negro, e assim mesmo, em vários lugares do país, o corpo do negro não é visível. Um empurrão, com a política de cotas, e eis que iremos superar isso. Em pouco tempo teremos um país mais suave e, então, poderemos falar de democracia racial verdadeiramente.

Caso a esquerda pare de advogar a política de cotas com um discurso errado, talvez possamos despertar menos o ódio conservador que, enfim, não emerge da população em geral, como eu, erradamente, pensei que poderia vir. Com o argumento correto, fica mais fácil não provocar a ira daqueles leitores do professor Demétrio Magnoli ganhos pela sua causa. Ou, no mínimo, evitaremos ter de agüentar mais um livro conservador na praça – um livro tão ideológico quanto a ideologia que diz ter mapeado.

Paulo Ghiraldelli Jr., filósofo

São Paulo, 9 de setembro de 2009

Rede: http://ghiraldelli.ning.com

Blog: http://ghiraldelli.pro.br

Portal: http://filosofia.pro.br

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12 Comentários leave one →
  1. guebussy permalink
    11/09/2009 13:17

    Olá Paulo, como vai indo?

    Gosto do seu posicionamento contrário aos argumentos da justiça histórica, da estratégia educacional e da isonomia na ordem jurídico-constitucional. Permita-me no entanto a discordância do seu argumento central: da diminuição do preconceito através da intensificação da experiência com o outro.

    Parece-me que a não-aceitação da alteridade é uma questão mais abrangente e que se coloca em muitos outros casos de diferença entre pessoas ou grupos, sejam eles casos biotipológicos, associados a modos de vida, a preferências sexuais, etc.

    E o princípio ético da igualdade (ou de menor desigualdade) seria aplicável para as condições dadas pela sociedade aos indivíduos ou grupos, mas não à constituição de cada realidade que encontramos no seio dessa sociedade. Ou seja, acho que nunca deveríamos esperar a homogeneidade nas instâncias da vida social, digo nem mesmo a equidade de constituintes na conformação dessas instâncias.

    E em termos de condição, a igualdade a se buscar sempre seria, a meu ver, a sócio-econômica, a condição material (o que justificaria, acredito, políticas de “cotas sócio-econômicas, não “cotas raciais”).

    É isso. Um abraço de um leitor e fã do Filósofo. André.

  2. 12/09/2009 1:10

    Paulo:
    Creio que o problema deste livro e da argumentação dos conservadores não seja tanto um problema do olho, ligado à inveja, e sim um problema lógico-matemático, ligado ao pensamento, que para os brancos é de sua exclusividade. O termo “cota” nos remete a números, e estes tendem a mostrar uma presença negra nas universidades. O que incomoda os conservadores não é sentar ao lado de um negro – fato que seria uma doença visual e ação racista, coisa que no Brasil não tivemos – e sim analisar gráficos onde os brancos estão deixando de ser hegemônicos, e o negro começa a participar do pensamento. Talvez alguns Machados de Assis voltem ao tempo presente, e deixem gravados escritos de sangue vermelho coberto por uma tez mulata, já que no Brasil não existe 100 por cento branco ou negro.

    • 12/09/2009 16:17

      Não acho que o problema dele seja este, nem acho que ele é racista, acho apenas que ele sabia que ele, com coisa assim, iria aparecer na Capa da Veja.

  3. mlzt permalink
    15/09/2009 22:54

    Penso que há, na política de cotas na universidade, a dificuldade insuperável de como se definir quem é negro de modo objetivo. Talvez num país formado por uma população branca de origem européia que segrega historicamente a população de origem africana, e que ainda mantém grupos predominantemente “brancos” e “negros”, isso seja mais fácil. Mas o Brasil é mulato, é miscigenado. Em que grupo colocaremos uma pessoa de pele escura e olhos claros e uma outra de pele morena clara, mas com cabelos encaracolados e nariz mais alargado? Ambas apresentam algumas características fenotípicas comuns às etnias de origem africana e incomuns em outros grupos étnicos, mas também apresentam características de outros grupos. Assim o critério de seleção fica sendo subjetivo e alguém decide se ambas serão igualmente negras, ou se só uma delas será. E vejo nesse “alguém decide” o grande problema.

    Penso que não há nada que possa substituir o critério de classificação por renda, pelo simples fato de ser dolorosamente objetivo. Ou o cara (branco, negro mulato, índio, etc) tem grana para ter acesso à universidade ou não tem.

    Já se o objetivo real da política de cotas é “colocar os corpos dos negros em lugares que possam ser vistos tanto quanto os corpos dos brancos já eram ali visíveis”, não há lugar melhor para colocar em prática esse cruzamento de corpos do que na educação básica, principalmente nas escolas particulares. Ali sim, no início da trajetória de formação dos indivíduos, os preconceitos seriam diminuídos, as diferenças suavizadas.

    • 16/09/2009 3:14

      Na educação básica é outra coisa, outra política, aí sim é o critério de renda. Mas se você vai por aí, e não faz a cota universitária, você não consegue quebrar o círculo. O aprendizado de outros países deixa isso óbvio.
      E quanto a ser negro, ora bolas, a gente sabe distinguir sim e quando se diz que não distinguimos, estamos sendo hipócritas.
      Paulo

  4. mlzt permalink
    16/09/2009 14:04

    Eu não disse que não sabemos distinguir quem é ou não negro; disse apenas que não há um critério objetivo para isso. Então, se vamos criar uma burocracia para definir as cotas, alguém vai decidir de modo subjetivo quem é ou não negro. Daí podem surgir alguns cenários problemáticos. Pessoas que são descendentes de grupos étnicos que foram escravizados, mas que já se miscigenaram a outros grupos, podem receber um carimbo vermelho de algum burocrata. Ou, então, podemos reduzir a burocracia ao mínimo do cidadão se declarar ou não negro.
    Não sei a que países você se refere como modelo a ser apreendido, mas a burocracia deles não deve ser tão estúpida e ineficiente como a nossa.

    É aí que entra a classificação por renda. Está lá bem claro no contracheque de cada indivíduo, ou na falta dele. Se 60%, 70% dos pobres são negros, a classificação por renda incluíria no mínimo algo em torno desse percentual de negros nas cotas. Como para o senso a definição da cor é auto-declaratória esse percentual pode ser ainda maior.

    Quanto ao cruzamento de corpos na educação básica: não é interferindo lá que o círculo do preconceito (eu prefiro uma espiral) a que você se refere deixa de existir? Se eu sou branco e convivo com negros, mulatos, índios, orientais, etc, desde os meus primeiros anos de educação, a presença desses grupos no meu espaço de interação não é bem mais provavél? Se eu sou negro e/ou pobre, ter acesso aos mesmos equipamentos e espaços educacionais que os brancos ricos têm, não aumenta minha chance de ascensão social? Não é aí que se interfere de modo mais positivo em ambos os problemas: preconceito e baixa renda?

    • 16/09/2009 18:20

      Nem tudo é necessário de “critério objetivo” para se conhecer meu caro. Você não tem nenhum critério objetivo para decidir se luz é onda ou partícula e você sabe acender a luz e não sabe viver sem ela. Na nossa sociedade só que é sacaninha ou muito ingênuo é que vem com esse papo de que não sabemos distinguir quem é negro. Ah, tenha dó! Além do mais, as cotas não só obrigação nem favor, são opção para a integração, para familiarizar as pessoas, rapidamente. Sobre educação básica, essa é outra conversa, aí é realmente uma questão educacional. As cotas não.
      Paulo

    • 16/09/2009 18:28

      Ah, mais um detalhe: acho que você não leu o meu artigo, tentou comentar sem ler, pois não está vendo que as cotas não são nem política educacional e nem ação em favor de política econômica etc. Elas não servem para isso. Não se resolve o problema da educação dos pobres com cotas. E o preconceito contra o pobre é de outra ordem, então, não tem nada a ver com cota. Para resolver problema de pobreza a questão é outra. Cota é para diminuir PRECONCEITOs.

  5. mlzt permalink
    17/09/2009 0:01

    Li sim seu artigo meu caro Paulo, e acho que é você quem não leu, ou entendeu, o que escrevi. Em nenhum momento eu disse que não sabemos distinguir quem é ou não negro, ou que precisamos de “critérios objetivos” para conhecer algo, não sei aonde você leu isso meu caro. Eu apenas fiz um comentário a respeito do eu penso ser o melhor modo de distribuir as cotas, que a meu ver é pelo critério de renda. É um argumento simples: se os negros são a imensa maioria entre os pobres, e se eu tenho uma ferramenta para decidir quem é pobre e quem não é, então, eu posso usar essa ferramenta para distribuir as cotas. Do contrário eu tenho que criar um outro mecanismo para isso, que invariavelmente vai se basear em critérios subjetivos.

    Quando eu digo que não há critério objetivo para se definir quem é ou não negro, não estou dizendo que preciso de um fundamento objetivo para saber quem é ou não negro, estou dizendo que não tenho um delimitador, um definidor para quem está dentro e quem está fora do meu grupo de cotistas. Ora se não há nada objetivo que me direcione para tal, nada impede que os mesmos preconceitos que eu quero derrubar estejam orientando a distribuição das cotas. Por sermos um país onde já houve o cruzamento entre brancos e negros, nada impede que a burocracia deixe de fora um descendente de negros por ter a pele mais clara. A cor da pele é uma dentre muitas outras características fenotípicas de um grupo étnico, que se impõe como determinante em grande parte do preconceito, mas que não pode ser a principal delimitadora de quem é ou não negro, por ser apenas mais uma característica desse grupo.

    Assim, não estou dizendo que não sei distinguir quem é negro e por isso devo escolher a renda, e sim que, num país miscigenado, eu posso deixar de fora quem deve estar dentro, pois ainda é alvo de preconceito. Nesse ponto, apenas acho que o critério de renda é melhor definidor desse grupo.
    Não estou escolhendo a renda para colocar os pobres no lugar dos negros, e sim porque é nesse critério que eu abarco melhor o grupo dos negros.
    Veja que a minha escolha não é para se fazer justiça social ou histórica, não é política educacional. É a escolha por um critério que, na minha opinião, é mais inclusivo e menos nebuloso do que qualquer outro.

    Abraço

    • 17/09/2009 15:17

      Eu entendi bem o que disse. Mas seu caso é um tanto perdido. Pois você não conseguiu compreender nada do meu texto e nem vai conseguir, pois é aquilo que minha esposa chama de “cabeça cheia”. Ou seja, você quer falar quer não há modo objetivo de distinguir negro de não negro. Mas, até agora, ninguém pensou nisso. Meu texto começa dizendo que quem pensou nisso está enganado. A questão não é essa, as cotas não foram feitas pare distinguir isso com o critério de cor, basta a pessoa declarar a que etnia pertence e pronto. Pois é como no trânsito: confia-se na racionalidade dos outros, mas nem sempre quem cruza com a gente, no volante, é racional. Por outro lado, aparentemente você entendeu que o meu texto não é sobre educação ou justiça histórica. Aparentemente, pois ao voltar para a questão de distinguir o negro do não negro, imagina que é para levar vantagem que alguém vai se declarar negro. Não! Esse é o erro do pensamento de direita, ele não tem um mínimo de otimismo em relação à capacidade de ver que podemos apostar na razão do outro. Os casos muito complicados, ora, basta que sejam julgados por comissões, como tudo na vida é, e para pouca coisa que julgamos há algo “objetivo”. No fundo, o problema seu não é de objetividade, o problema seu, no fundo, é ter de falar contra as cotas um pouco com argumentos. Mas seu cutucar você um pouco, sai o mesmo que saiu do Magnoli. Em busca de ser mais realista que o rei, acaba não fazendo a política de cotas. Conheço bem esse posição.
      Paulo

  6. schumman permalink
    01/10/2009 13:38

    “Se um negro rico entrar em uma universidade por conta da política de cotas, com nota menor que um branco, isso será a exceção, não a regra. Algo completamente corrigível.”
    – O caso do negro rico que entra no lugar no branco pobre é automática e exatamente corrigido com as cotas sociais. Então, por que as cotas raciais?

    “É claro que os que estão contra as cotas podem também argumentar que tal política quebra a ordem jurídica liberal – a isonomia perante a lei – e, quando fazemos isso, é necessário saber muito bem o que se coloca no lugar. Pois, em geral, quando substituímos a ordem liberal por outra, o que vem é bem pior do que ela. Todavia, isso também é corrigível. A política de cotas pode ser uma política com data marcada para acabar.”
    – O princípio da isonomia é constitucional. Não se pode mudar a Constituição assim, temporariamente. E, ademais, se você toma de antemão o princípio da igualdade como justo, correto, seria viável suspendê-lo? Esse argumento pode legitimar “ditaduras temporárias” ou “penas de torturas por certo período”. A meu ver, um bom princípio nunca deve ser suspenso.

    “Se os que não querem as cotas podem vir a argumentar que essa política divide a nação em “brancos” e “negros”, e que isso pode gerar conflitos que antes não existiam, temos razões para pensar que tal afirmação é ideológica, errada, pois os conflitos sempre existiram. Não houve no Brasil racismo, mas preconceito sempre existiu.”
    – Uma coisa é o racismo, ou o preconceito, existir na sociedade, outra é ele ser institucionalizado, “racismo estatal”. Se o a divisão entre brancos e negros existe, que ele não exista por parte do Estado, o qual, ao contrário, deve punir o preconceito e o racismo.

    “Bom, se assim é, qual é o objetivo real da política de cotas que a torna algo eficaz? Eficaz em que sentido? Uma coisa só: colocar os corpos dos negros em lugares que possam ser vistos tanto quanto os corpos dos brancos já eram ali visíveis. Assim, criando a visibilidade mútua, ampliam-se as chances do respeito e da diminuição do preconceitos.”
    – Esse argumento, sim, para mim faz sentido. Nessa perpectiva, não interessaria se o negro é rico ou pobre, pois o objetivo é o negro ter visibilidade na universidade, o que diminuiria o preconceito com ele. Coerente. Contudo, ainda acho que as cotas sociais seriam melhores: além de fazer esse papel de colocar os negros na universidade, evitariam o problema do “negro rico vs branco pobre”, e ainda deixaria de lado o “racismo estatal”, a separação jurídica, por parte do ESTADO, das pessoas em brancos e negros.

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