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Bio

Paulinho

Lugares e formação.  Do lado paterno, sou de uma família italiana que, desde que se tem notícia na história, lida com construção civil – atuando como desenhistas, arquitetos, engenheiros e pedreiros. Angelo Ghirardelli e seu filho, Carlo Ghirardelli, foram construtores de teatros e torres em Ferrara, na Itália (ávore genealógica). Meu avô, Jacintho Ghirardelli, filho de Carlo, foi construtor da Igreja Matriz de Pederneiras, no interior de São Paulo.

O nome “Ghiraldelli” ou “Ghirardelli” (mesmo na Itália, a grafia pode mudar, não se trata de erro de cartório!) vem de uma latinização de nomes germânicos que, resumidamente, significa “o príncipe que ataca e se defende com a lança”, o “bom lutador com a lança”.

Eu nasci em São Paulo em 23 de agosto de 1957, no bairro da Liberdade – um nome significativo, no meu caso. Fui batizado na Igreja do Largo da Santa Ifigênia em 25 de janeiro de 1958. Mantenho ainda meu apartamento na velha Av. Cásper Líbero, no edifício Conceição, quase ao lado da Igreja da Santa Ifigênia.

Meu pai nasceu em Pederneiras e se formou professor na Universidade de S. Paulo (USP). Minha mãe, Lygia, nasceu em Ibitinga e se formou normalista. Graças aos meus pais ganhei o interesse pela educação. Meu gosto pela filosofia veio do meu avô materno, Carlos Abib, que foi rábula (advogado sem diploma). Creio que devo ter tido, também, para decidir que dedicaria minha vida à filosofia, alguma influência da minha avó materna, meio judia e bastante mística. O nome dela era Maria Arruda, filha do “Coronel Arruda”, proprietário de terras entre São Carlos do Pinhal e Nova Europa, no interior de S. Paulo.

Mas será que tive algum interesse, mesmo, pela filosofia? Ou foi a filosofia, ela própria, que me pegou? Nunca imaginei minha vida distante da filosofia. Poderia ter sido outra coisa que não filósofo? Cartunista? Sim, talvez. Afinal, do lado dos meus avós paternos, descendentes de italianos, Jacintho Ghiraldelli e Rosa Paini, ganhei certo “dom” para o desenho.

Tornei-me oficialmente filósofo da educação com o aval da academia no campo da filosofia da educação, e isso foi na PUC-SP, em que consegui mestrado e doutorado. Publiquei os trabalhos correspondentes aos títulos: Educação e movimento operário (São Paulo: Cortez, 1987) e Pedagogia e luta de classes (São Paulo: Humanidades, 1990). Na PUC-SP fui orientado pelo professor Dermeval Saviani, tendo também sido orientado na mesma instituição pela professora Maria Luiza Ribeiro. Tornei-me oficialmente filósofo pela USP, com mestrado e doutorado. Publiquei o mestrado tirado na USP: O corpo de Ulisses (São Paulo: Escuta, 1995). Não publiquei o doutorado, sobre Donald Davidson, Richard Rorty e Habermas. Na USP, fui orientado pela professora Olgária Matos. Por concurso público, tornei-me professor livre docente em 1994, e professor titular em 2001, ambos os títulos conseguidos na Unesp. Esses trabalhos foram publicados: Educação e razão histórica (São Paulo: Cortez, 1994) e Neopragmatismo, Escola de Frankfurt e marxismo (Rio de Janeiro: DPA, 2001).

Experiências no Brasil e no exterior. Como professor e pesquisador, passei por várias unidades da Unesp, pela PUC-SP, pela Universidade Federal de Uberlândia, pela Estadual de Cascavel no Paraná, pela Universidade Federal de Santa Maria, pela Universidade Estadual do Mato Grosso, pela Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ), Santa Marcelina, São Marcos e outras. Lecionei em vários programas de pós-graduação e graduação nesses lugares, sempre na filosofia da educação e na filosofia e, algumas vezes, nas ciências sociais.

No final dos anos noventa deixei o país e fui ser pesquisador e professor na Nova Zelândia e nos Estados Unidos. No exterior, ampliei o círculo de amizades e de relações intelectuais que propiciaram criar um canal de publicações sobre o pragmatismo no Brasil, bem como levar a nossa filosofia e a nossa filosofia da educação para lugares onde praticamente desconheciam o Brasil. Estabeleci ali um vínculo com John Shook e Celal, e mantemos ativo o “Pragmatism Archive” e, agora, junto com intelectuais de diversos países, a Associação Internacional de Pragmatismo.

Ainda no exterior, fui convidado pela Blackwell para escrever o verbete sobre pragmatismo e teoria crítica do Companion do Pragmatism. Além disso, mantive até pouco tempo o meu trabalho de editor da Contemporary Pragmatism (New York e Amsterdam).

Posturas filosóficas principais. Minha formação filosófica inicial se deu no âmbito do marxismo e, depois, na lida com determinadas posturas da Escola de Frankfurt. Lendo e  estudando filosofia analítica, aprofundei meus conhecimentos no pragmatismo e na cultura americana. Segui essa linha mais pelo que ela proporcionaria no sentido de ampliação do meu diálogo com outras correntes do que por fé doutrinária, o que, aliás, seria incompatível com o pragmatismo. Tenho trabalhado em filosofia e filosofia da educação sob inspiração de Richard Rorty (1931-2007) e Donald Davidson (1917-2003), filósofos que foram meus mestres inspiradores e amigos queridos. É claro que, como todo filósofo que se preza, mantenho um pé na filosofia antiga, sempre lendo Platão e querendo saber de Sócrates. Sou um admirador da obra de Gregory Vlastos. No campo da filosofia medieval, não posso não gostar de Santo Anselmo e, paradoxalmente, de William do Ockham.

Mantenho minha perspectiva de articulação entre a Escola de Frankfurt e o pragmatismo. Vejo que os filósofos que, enfim, deveriam ser aqueles que não poderiam ter preconceitos, os têm aos borbotões. Então, como os filósofos dessas duas escolas não se conversam (exceto Habermas, é claro), eu tento escrever relacionando-os, pois é uma forma de ser livre, de não estar preso a dogmas e caixinhas mentais, como muitos estão. Um livro que fiz com Rorty, tentando criar este tipo de ponte, é o Ensaios pragmatistas (Rio de Janeiro: DPA, 2006).

Trabalhos atuais.  Atualmente trabalho como filósofo, escritor, editor e parecerista em editoras nacionais e internacionais e consultor de entidades públicas e privadas, inclusive fui consultor da Organização dos Estados Ibero Americanos para a crítica de determinados planos do Ministério da Educação (MEC). Às vezes, também me dedico à atividade de tradutor. Fui o criador do GT-Pragmatismo da ANPOF e fui coordenador do GT Filosofia da Educação da ANPEd. Participo da coordenação do primeiro, agora encabeçado pela minha amiga, a filósofa Susana de Castro. Particip do Centro de Estudos em Filosofia Americana , uma entidade autônoma de pesquisa. Sou professor da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ).

Pós Doc.

Terminei em 2007 meu pós-doc na UERJ, no grupo Programa de Estudos da Ação e do Sujeito (PEPAS), na Medicina Social do filósofo e psicanalista Jurandir Freire Costa. Mais recentemente, dediquei algum tempo aos jornais, Folha e Estadão, e também a determinadas revistas de divulgação em filosofia e educação. Esse meu “pós-doc” rendeu o livro O corpo – filosofia e educação, pela Ática, que completa o meu O Corpo de Ulisses, de 1995.

CEFA

No Centro de Estudos em Filosofia Americana (CEFA) tenho trabalhado principalmente com a produção de vídeos de filosofia, que agora estão ou no www.youtube.com/tvfilosofia e http://dailymotion.com/pgjr23 Outro projeto que desenvolvo é o da TV Filosofia, uma TV online que já está funcionando 24 horas por dia no Portal Brasileiro da Filosofia. Pode ser visto na parte de TV do www.filosofia.pro.br ou direto no canal da TV Filosofia: www.mogulus.com/filosofia.

 

Paulo Ghiraldelli Jr

1. Mais sobre o filósofo: Entrevista para Antonio Ballesta, do Realismo Liberal.

2. Alguns leitores colocaram algo sobre o filósofo na Wikipédia.

3. Sobre a concepção de filosofia de Paulo Ghiraldelli, vale a pena consultar essa entrevista na TV

4. Sobre o livro lvro O que e´filosofia contemporânea, vale consultar entrevista no jornal Correio Braziliense.

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  1. O administrador e o filósofo « Diretório Empresarial
  2. nuvemdeideias1b

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